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As Casas


Casinha   –   Casa da Cama   –   Casa Torta


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Vamos fazer uma pousada?

O Café no Sítio Pedras Rollantes foi o ponto de partida para a decisão de construir as casas que hoje fazem parte da Pousada Pedras Rollantes.

Não raro, ao recebermos visitantes para o Café, surgia a pergunta: “tem pousada, dá para ficar aqui? ”

No começo a resposta era “não tem”. Depois passou para o “não, mas estamos pensado” e, por fim, “ainda não, mas em breve”.

Era final de 2015 e, por algum tempo, fizemos consultas informais sobre o que os possíveis futuros hóspedes esperariam de uma pousada aqui no Sítio. Também passamos a observar com mais atenção o perfil de quem nos visitava para curtir o Café.

Juntamos as opiniões e as observações com o que acreditávamos ser legal numa pousada e concluímos que o ideal seria a construção de três casas. Uma maior, que fosse perfeita para dois adultos, mas que também poderia ser um agradável local de encontros de uma família, de dois casais com ou sem filhos, ou ainda de um pequeno grupo de amigos.

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As outras duas, menores, foram pensadas para receber dois adultos, com ou sem filhos, ou um grupo de até três amigos.


E o que acreditávamos ser legal nas casas que iríamos construir?

Tínhamos a certeza de que elas deveriam provocar o menor impacto ambiental e visual possíveis, que a utilização fosse sustentável e que estivessem integrados à maneira como vivemos aqui em Pedras Rollantes.

Definidos os conceitos básicos, convidamos os amigos e arquitetos Dalmo Vieira Filho e Maria Regina Weissheimer para dar forma à casa maior. E a professora e arquiteta Melissa Laus Mattos para nos auxiliar nas casas menores.

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Regina e Dalmo traçam, aqui em casa, os primeiros riscos do que viria a ser a Casinha

O material de construção

O baixo impacto e a sustentabilidade começaram na procura pelos materiais. Saímos em busca de madeira usada e encontramos o salão da igreja de São João, na comunidade de Barro Branco, aqui mesmo em Alfredo Wagner, que estava em processo de desmanche pois seria substituída por um mais moderno e seguro para a realização das festas e dos encontros comunitários.

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Na Capela em Barros Branco, São João e o quadro que mostra o salão em frente à igreja nova. A madeira sendo trazida para Pedras Rollantes cruza o Rio Itajaí do Sul.

A maior parte da madeira do salão foi derrubada na década de 1930 para a construção da igreja, que foi desmanchada na década de 1980 para dar lugar a outra, de alvenaria, e o material foi aproveitado na construção do salão. E é esta madeira, cortada há mais de 80 anos, que formam mais de 90% das paredes, pisos, alicerces, vigas e caibros das três casas. A madeira faltante veio do desmanche de uma casa que foi alojamento dos funcionários da Camargo Correia, construtora que asfaltou o trecho da BR 282 próximo a Alfredo Wagner, lá pela década de 1980.

Resolvida a questão da madeira, partimos para os vidros e a solução veio de um amigo, o Rogério Capella, que administra, em Florianópolis, os imóveis comerciais de sua família. A reforma de lojas resultou na sobra de dezenas de vidros temperados de diversos tamanhos e formatos. Estes vidros definiram o desenho assimétrico de praticamente todas as paredes das casas.

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Os 4 mil tijolos

Os tijolos maciços, grandes e pesados, foram queimados na década de 1950 na olaria do Sr. Balcino Wagner e estavam na casa do Sr. Genésio Silva até a metade de 2016, quando ela foi desmanchada para dar lugar a um pequeno edifício comercial e residencial, na mesma esquina da Praça da Bandeira onde os Silva moraram até então. O que há de material novo nas casas são as telhas, os pregos, os forros e algumas vigas.


E o que acreditávamos que seria legal para quem viesse passar uns dias aqui?

Achávamos que seria legal não estipular horários para entrar e sair e, assim, eliminamos o check-in e o check-out. Há algo mais chato do que ter que ir embora ao meio dia de um lugar legal? Assim, uma diária aqui nas casas sempre contemplaria dois dias inteiros e uma noite.

Que seria legal que as crianças viessem junto e não cobraríamos nada de quem trouxesse um filho de até 12 anos.

Que assim como nós gostamos da companhia da Lucy e do Pen Duick, os gentis border collies que moram conosco, achávamos legal que quem viesse para cá também pudesse trazer seus estimados bichinhos.

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E como consideramos que preparar comida é um ato de amor, equiparíamos as casas com cozinhas completas e entregaríamos uma cesta de alimentos com muitos produtos, para que os futuros “vizinhos” preparassem todas as suas refeições pelo período da estadia. A cesta só não contemplaria carnes, mas que poderiam trazer ou adquirir no mercado local.

E ainda achávamos que nosso “lugarzinho” não precisaria ser curtido apenas em finais de semana. Assim, a Pousada estaria aberta direto e o valor da estadia nos dias úteis seria bem mais em conta do que nos sábados e domingos.

E como a nossa experiência de tocar daqui mesmo as nossas atividades profissionais ligadas a coisas que não dizem respeito diretamente ao Sítio é muito gratificante, a casa maior ganharia um “escritório” e as disposições internas das menores deveriam possibilitar seu uso também por quem procura um local bonito e tranquilo para escrever um livro, desenvolver ou finalizar teses, etc..

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O escritório da Casinha com luminária e o rádio para a comunicação entre nós e os hóspedes. As casas possuem redes próprias de internet.

Em seguida, o Eduardo, nosso sócio no Sítio e dono da imponente casa de arquitetura colonial alemã que fica na montanha em frente à nossa morada, na outra margem do Rio das Águas Frias, iniciava o processo de criar ali dois ambientes para também receber hóspedes, surgindo, assim, os Estúdios Enxaimel.


Mãos à obra

Tudo definido, é hora de construir. Mas antes precisamos trabalhar a madeira que veio do Salão Comunitário de Barro Branco. O primeiro passo foi separar os tipos de madeira para cada uso e, em seguida, retirar os pregos que restaram dos desmanches. No momento da seleção, muitas peças foram colocadas de lado para serem usadas nos móveis que ainda seriam desenhados e depois manufaturados na pequena marcenaria que temos aqui no Sítio.

Retirados os pregos, grande parte das tábuas foi levada para a madeireira Almeida, aqui em Alfredo Wagner, para ser rebeneficiada, ganhando encaixes macho e fêmea para serem usadas nas paredes.

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Lázaro e Volnei passaram o inverno entre tábuas, vidros, pregos, telhas e tijolos

A missão de dar forma e o melhor acabamento aos projetos do Dalmo e da Melissa foi confiada ao carpinteiro Lázaro Steiheuser, também aqui de Alfredo Wagner, e contou com a assistência de Volnei Berger mais ajudas eventuais de Toninho Berger. A supervisão ficou por nossa conta.

As soluções encontradas são dignas dos maiores elogios.


Água e esgoto

A água que abastece as Casas da Pousada é proveniente da mesma fonte que traz o líquido sem cheiro, sem cor e sem sabor para a nossa residência. É uma nascente protegida e dotada de um caxambu, espécie de tubo de concreto enterrado onde brota a água, que depois é levada diretamente para as caixas. É quase certo afirmar que esta água tem contato com o ar apenas quando as torneiras ou os chuveiros são abertos. Ela é constantemente analisada e sempre dá 100% de potabilidade nos resultados dos exames.

Todas as casas contam água quente nas torneiras e chuveiros provenientes de um moderno sistema de aquecimento solar com tubos a vácuo, que além de potencializar o calor, também não congelam nas noites mais frias do inverno.

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O esgoto das casas da Pousada, de nossa casa e do Café no Sitio passa por uma estação de tratamento à base de raízes e carvão ativado antes de ser liberado em canais de irrigação com um altíssimo grau de pureza. O sistema foi implantado por Ralf Wagner, que tem a história de sua passagem por Pedras Rollantes contada no texto “O esgoto limpo das Casinhas”, que está no blog do Café no Sítio.


O mobiliário

Todos os moveis de todas as casas, assim como os armários de cozinha e banheiro, foram desenhados e manufaturados aqui mesmo. Ali estão as cadeiras Melissa e Antares, e as poltronas Luzia e Catuira. E mais todo o restante que não recebeu nome, principalmente por serem peças feitas especialmente para os espaços que ocupam ou porque seus desenhos foram ditados pelas formas da madeira.

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Lú dá o acabamento na cadeira da copa e Tarcísio prepara o pé da mesa

Entre estas está a mesa de seis lugares na copa da Casinha, com seus pés de cerne de imbuia esculpido pelo tempo e de tamanhos variados, bem como as cadeiras e bancos, também de diferentes tamanhos para que se adaptem ao desnível entre a cozinha e a sala.


As coisas que as casas têm

As casas contam com estruturas completas de copa e cozinha e com todas as guarnições de cama mesa e banho. E quase todas as peças, utensílios e guarnições são provenientes das melhores marcas produzidas em Santa Catarina.

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São travesseiros Altemburg e mantas Artex, ambas de Blumenau; jogos de cama e de banho da Doehler, de Joinville; louças Oxford, de São Bento do Sul. Também são da Doehler os tecidos que revestem bancos, cadeiras, poltronas e sofás. O que não é daqui também é de excelente procedência, como as panelas, frigideiras e talheres, todos em aço inoxidável, da marca Tramontina.

Os alimentos entregues aos hóspedes, assim como as bebidas colocadas à disposição, também são, em sua maioria, de Santa Catarina. Muitos deles aqui de Alfredo Wagner e outros tantos aqui do Sítio mesmo.


Checagem de 50 itens

Antes de os hóspedes tomarem posse das casas, cada uma delas passa por uma checagem de, no mínimo, 50 itens. Esta lista não inclui o asseio e a limpeza e nem a verificação do perfeito funcionamento das instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, pontos que não precisamos lembrar, pois fazem parte das vistorias constantes.

Só de alimentos, a listinha chega a mais de 30 itens. Mas tem também guarnições de cama, mesa e banho, bebidas, materiais de higiene pessoal, de limpeza e de conforto – como as pantufas, os tapa-olhos -, e os espantadores de insetos.

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Pantufas e tapa-olhos manufaturados pela artesã Selma Laus estão na checagem realizada antes de cada hospede assumir cada uma das casas.

Entre os mais de 30 itens de alimentação estão as massas. Caso não haja nenhuma observação dos hóspedes em função de suas preferências ou necessidades, a dispensa terá macarrão grão duro de boa procedência. Mas na listinha está também o macarrão integral e o sem glúten. O mesmo se dá com os queijos. Na versão “standard”, entregamos o queijo colonial do Laticínios Odilon, aqui de Alfredo Wagner, mas a preferência pode recair sobre o Serrano ou o Minas.

Como as geleias produzidas pelo Rancho Eco Frutícola, de Rancho Queimado, orgânicas e certificadas, são todas maravilhosas, nós mesmos escolhemos o sabor que estará esperando os “vizinhos”.  Pode ser de clemenules, de goiaba, de banana caramelizada, de morango ou de frutas vermelhas. Quando a estadia se estende por um período mais longo, que pede reposição de alimentos, a segunda geleia entregue sempre será de um sabor diferente da primeira.

Do premiadíssimo vinho de altitude Quinta da Neve, cortado com Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Merlot, ao pano de prato, tudo está na “listinha”.

A lista não define, por exemplo, quais são os vinhos e os espumantes que estarão em cada casa, apenas que são duas garrafas de vinho e uma de espumante. Se o hóspede tiver outra preferência, basta escolher entre as 20 opções que estão na carta assinada pela Sommelière Regina Essenburg, que fica junto das garrafas ou na estante de livros.


Um Sítio para os hóspedes

Pedras Rollantes é uma propriedade rural produtiva, especializada no cultivo de citros de mesa, notadamente a tangerina sem sementes clemenules, de origem espanhola e que em seu país de origem é conhecida como “La Reina de las Mandarina”. Toda a produção agrícola do Sítio possui certificação orgânica da Rede Eco Vida de Agroecologia e passa por diversas visitas e auditorias anuais para que se mantenha dentro nas normas, leis e códigos de ética que regulamentam a produção orgânica no Brasil.

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“La Reina de las Mandarinas” e todas as outras frutas cultivadas em Pedras Rollantes possuem certificação orgânica

Nos mês de safra da Rainha das Tangerinas, maio, junho e julho, o Sítio é aberto para eventos de colhe e paga. Além da clemenules, que conta com aproximadamente 800 arvores, há pomares de limão sicliliano, laranja rubi, tangerina okktsu, ponkan e, implantado recentemente, um pomar de laranjas sanguíneas em variedades italianas e outras desenvolvidas no Brasil, pela Epagri.

Mas nem só citros se planta no Sítio. Também temos lavouras de milho e sorgo para a alimentação das galinhas e cavalos, verduras, hortaliças, tubérculos e temperos para consumo da casa e dos hóspedes da pousada, e um pomar de frutas variadas, que dependendo de cada época do ano, podem ser colhidas pelos visitantes e hóspedes e saboreadas ao pé da árvore.

Pedras Rollantes ocupa duas encostas no Vale do Rio das Águas Frias e o Sítio é cortado pelo rio que dá nome ao vale. O Águas Frias é um dos nascedouros do Itajaí Açu, tem água bastante gelada que desliza sobre um leito raso, de pedras de diversos tamanhos, formas e tipos. Pedras que rolam, mudam de lugar cada vez que as chuvas aumentam o seu volume de água.

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O rio de águas límpidas é ideal para banhos e muitos visitantes não se importam com a temperatura do ambiente, mesmo se estiver abaixo daquela que os “simples mortais” consideram ser a mínima para se jogar na água gelada. Mas não é potável. Não deve ser bebida.

Mais da metade da área é coberta com mata nativa. Uma boa parte tem malhas de eucaliptos, e há alguma pastagem, além dos pomares. É possível fazer belas caminhadas pela estrada interna do Sítio ou por trilhas na mata.

Também é possível fazer cavalgadas guiadas pelo Nilson, domador de cavalos aqui de perto, que traz os animais até a Pousada e os leva por estradas e trilhas de tirar o fôlego.

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Para pedalar, podem trazer suas bikes ou locar as que temos aqui a disposição dos hóspedes para passeios pela região.


Nós

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Quem recebe os hóspedes das Casas somos nós, Tarcísio e Lu.

“Mudamos para Pedras Rollantes em 2013. No final de 2015 abrimos o Café no Sítio e, em setembro de 2016, a Casinha recebeu seus primeiros hóspedes. A Casa da Cama e a Casa Torta foram finalizadas mais perto do final do ano”.

“Antes de 2013, e por muito tempo, usávamos o Sítio por curtos períodos, principalmente para a condução dos pomares de citros, para descanso, lazer e para receber amigos e familiares”.

“A vontade de compartilhar o que vivenciamos aqui e a alegria que os amigos demonstravam ao curtir conosco a natureza do lugar, nos levou a abrir o Café no Sítio Pedras Rollantes e depois a Pousada.”


Casinha   –   Casa da Cama   –   Casa Torta


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